fragmentos do trabalho de João Castilho

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

completamente distraídos numa rua sem saída

      (Ensaio 2 -20/11/2012)

Sequências 1 e 2


Posição inicial: perna direita dobrada a frente e perna esquerda esticada atrás.
- 8 tempos – alongamento braços a frente.
- 4 tempos – volta para a posição inicial
- 2 tempos – passagem dos braços até a perna esticada para alongar a lateral da coluna.
- 6 tempos – pausa/ alongamento
- 1 tempo – girar o tronco para frente da perna esquerda.
- 3 tempos – pausa/ alongamento
- 4 tempos – tronco ereto
- 4 tempos – braços no ar, volta para a posição inicial
- 4 tempos – arrastar a perna esquerda, e dobrar em cima da perna direita.
- 2 tempos – puxar a perna, ajeitar
- 2 tempos – subir os braços, ganhar espaço
- 1 tempo – soltar o braço no chão
- 7 tempos – alongar na frente.

(Transição entre as sequências: 8 tempos com os braços e pernas suspensos)


















Sequência 2
Posição inicial: sentado, mãos e pés no chão.
- 4 tempos – pausa na posição inicial
- 1 tempo - cabeça cai
- 3 tempos - 1 giro com a cabeça para a direita
- 4 tempos – 2 giros de cabeça 
- 4 tempos – descer com o corpo em torção
- 2 tempos – pé direito no chão
- 6 tempos – torção para a esquerda + giro completo
- 8 tempos – levantar perna e torção + barriga no chão
- 2 tempos – barriga para cima
- 2 tempos – barriga para o chão
- 2 tempos – barriga para cima
- 2 tempo – chão.



quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Marrom bem marrom só que lilás

É marrom redondo e pequeno, bem pequeno. De tecido, por isso, na verdade me parece oval mas sei que é  um círculo perfeito só que meio dobrado. Com pequenos círculos dentro que na verdade são os "poros" do tecido.
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(O concreto é só o ponto que eu foco? Fiquei realmente na duvida... Só vale o que eu to vendo ou também vale o que imagino? É tão concreto quanto a minha visão embasada pela força de focar num micro ponto.  Está impresso num fundo branco/ é um lençol / ao lado dele muitos pontos marrons / distantes de mim próximos entre eles/ ao lado deles / embaixo deles/ grandes flores azuis e folhas verdes / É pra eu só falar do ponto marrom micro ponto marrom, mas minha visão periférica e minha distração me fazem ver todo o entorno / Tudo bem, sem crise... Agora, por exemplo, graças a um irmão dele que encontro bem perto de mim, sei que na verdade ele é lilás. De longe marrom. Mas era assim que eu via.)

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Primeira tentativa de um primeiro encontro/ Queria não me envergonhar por ter escrito isso.


(Rory se joga em cima de um homem que passa.)

Rory: Ai desculpa é que você me deu uma vontade de me jogar assim.

Homem: É... Ok.

Rory: ( levantado-se) Pronto.

Homem:(embasbacado) Nossa! Eu realmente... Não sei como reagir.  Você... Me surpreendeu. É... (ri desconcertado) Parabéns.

Rory: Não me leve a mal. É que se eu não faço, não consigo dormir depois. Fico com essa dúvida de como seria, vira uma questão pra mim. É sério. Você nunca teve isso quando deixou de fazer alguma coisa?

Homem: Já, já... Eu compreendo.

Rory: Que bom. Tchau!

Homem: Espera. É que você é a primeira pessoa a me deixar assim... Sem saber o que fazer. Eu costumo ter resposta pra...

Rory:É... Eu sou uma pessoa de muitas perguntas.

Homem: E não é só isso. É que em determinado momento da vida a gente pensa conhecer todas as possibilidades de aproximação e de repente...

Rory: A gente nunca conhece tudo. Isso é uma conclusão tão óbvia. É interessante, mas acho que já disseram há mais de 2000 anos.só sei que nada sei.

Homem: Eu sei. Quer dizer... É diferente, perceber isso numa situação como essa, tão prática, tão pequena e ao mesmo tempo... suspensa.

Rory: Olha, eu realmente só queria pular em você.

Homem: Eu sei...

Rory: Que nada sabe agora. Que bom! Me sinto útil.

Homem: É que se você soubesse a vida que eu levo você entenderia...

Rory: Mas que vida hein?! Deve ser horrível essa sensação...

Homem: Como?

Rory: De saber como se portar em qualquer situação, de conhecer todos os tipos de pessoas, tudo perde o sentido né?

Homem: Talvez por isso o seu ato...

Rory: Ai chega! Eu não quero mais teorizar sobre isso. Eu sou movida pelas minhas vontades e isso as vezes é um problema. Não precisamos criar uma relação por causa disso... Você podia ter reagido de qualquer forma. Rolando pela calçada, imitando um cachorro, me jogando pra cima, sei lá... Eu não queria pensar, refletir, só não quis conter essa vontade... Agora com licença.

Homem: Ei! O seu nome pelo menos.

Rory: Como se isso tivesse alguma importância. Rory. Significa cabelos vermelhos e eu nem sou ruiva.

Homem: Não quer saber o meu?

Rory: Não. Tchau! (sai)

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Descrição.

Ponto pequeno de tinta branca dentro de um grande buraco cinza aberto no teto, por infiltração, no canto da copa. Tamanho da ponta de um dedo indicador, do meu dedo indicador. É irregular, centralizado. É o maior dos pontos brancos dentro desse buraco cinza. É foco.

Branco.

Pequeno espaço branco do tamanho de um focinho, com alguns micro pontos mais escuros, deixando o espaço branco com sabor de flocos. Uma mancha, amarelo-ferrugem, suja a parte baixa do espaço branco e dois borrões pretos sujam a parte amarelo ferrugem. Um aspecto soft, fofinho projeta traços transparentes de diferentes extensões para fora da imagem. O ponto não é estático, é bem vulnerável em movimentos e ritmos. A luz e o cheiro também variam. O espaço total se for tirado da imagem real pode ser suportado na ponta dos dedos. Mole. Dentro provavelmente existam raízes. Ramificações rosadas e mortas também serão encontradas, pois o espaço não existe como pedaço. Pedaço branco sabor flocos com manchas amarelo ferrugem com dois pontos pretos e fiapos transparentes não existe, é morto como pedaço de alguma coisa.

(Exercício de descrição da Fe)